Quando a primeira lição é a felicidade!

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A arte-educadora Lúcia Margarida Chamusca de Carvalho, apelidada carinhosamente de Tia Lu pelas as crianças com quem trabalha, acredita que a felicidade é algo fundamental e deve ser priorizada nas escolas. Para isso, criou há 22 anos, o projeto “Brincando de Cantar na Escola”.

Na palestra “A música, a dança e os jogos como portal de acesso para uma infância feliz”, Lúcia ressaltou a importância da diversão para as crianças. Ela defende que jogos, músicas e brincadeiras são essenciais: “Como uma criança pode ser feliz sem viver a infância verdadeira?”. Ela também acredita que as crianças não devem ser “adultizadas” e que a escola é a base do educar para a felicidade.

Ao longo da palestra, Lu Chamusca colocou todo mundo para brincar, ensinando diversas coreografias e músicas para atividades que podem ser realizadas dentro da sala de aula com estudantes. As letras das músicas, a maioria de sua autoria, servem como apoio pedagógico, pois podem ajudar a enriquecer o conteúdo das aulas. As coreografias também são importantes, pois contribuem para o desenvolvimento da coordenação motora e trabalham diversos contextos de socialização e relacionamento, além de estimular a criatividade.

Essas brincadeiras não são importantes apenas para as crianças da Educação Infantil.

Segundo Lu, o trabalho de felicidade nas escolas também pode ser aplicado aos alunos mais velhos. O projeto “Todo dia é de ser criança” é um exemplo disso. A ideia é organizar um dia de criança para jovens com média de 17 anos de idade. “Eles nos contavam o que gostavam e do que brincavam quando eram mais novos”. A partir dessas informações, criávamos algumas atividades para que pudessem desestressar, até porque estão na idade de prestar vestibular. Todo mundo saía da sala alegre, em alto astral. Não existe idade para ser feliz. O maior objetivo do ser humano é a felicidade. E tudo que fazemos é em busca dela “- comentou”.

Para a educadora, ainda não são todas as instituições de ensino que desenvolvem trabalhos contextualizados que buscam, de fato, levar coisas boas para dentro da sala de aula. Ela garantiu que o aprendizado, quando feito de forma alegre, é mais eficaz. “Ninguém aprende aquilo que não gosta e que não lhe dá prazer. Às vezes, a criança pode até decorar, simplesmente porque aquilo lhe foi imposto. Mas, o aprender só acontece quando há prazer envolvido” – afirmou, lembrando a importância de valorizar a hormonia e a paz: “Se perguntarmos sobre os heróis de guerra, todo mundo responderá, mas pouquíssimas pessoas sabem responder quem são os heróis da paz. Então, acho que falta levar a ciência da paz para dentro das escolas”, disse.

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Fonte: Caderno de Educação – FOLHA DIRIGIDA www.folhadirigida.com.br
 

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